terça-feira, 23 de outubro de 2012

A eternidade experimentada

Autor: Boaz Rios
Vivemos dias nos quais o tempo presente impõe as suas regras, a rotina dita as suas normas, comandando sentimentos e atitudes.
Não se trata do poder de alguém ou de alguma coisa sobre nós, mas de todo um sistema que conspira em favor do seu próprio imperialismo. As pessoas perdem o valor individual em função da  participação sistêmica, pouco importando o que pensam, posto que a reflexão própria é constrangida amoldando-se ao comportamento cultural do grupo.
Tão pouco resulta exclusivamente do poder do maligno, porque, muito embora as escrituras afirmem que o mundo jaz no maligno (I João 5:19), elas não dizem que o mundo é o maligno.
O tempo presente representa o conjunto de valores, desejos e necessidades que são impostas pela própria sociedade ao exigir que sejam almejadas, perseguidas, preservadas e garantidas, objetivando a promoção do prazer e da felicidade.
1. Implicações da ditadura do tempo presente
Uma das característica marcantes de qualquer ditadura é a restrição ou privação da liberdade. O que se procura com a ditadura é impor um pensamento, um valor ou um comportamento.
Na ditadura do tempo presente as liberdades individuais são afastadas em função do prazer e da felicidade coletiva. Qualquer comportamento diferenciado se torna antissocial, ou seja, contrário aos interesses da sociedade e, por este motivo, passível de punição, repreensão, ou mesmo, desprezo social.
O tempo presente afasta as liberdade individuais ao ditar o que se deve estudar, o que vestir, como se divertir, onde e como trabalhar, quando e como descansar, sobre o que conversar, e assim por diante.
Na ditadura do tempo presente os resultados são óbvios, porque tudo que é rotineiro e mecânico, além de repetir a ação, inexoravelmente, repetirá, também os resultados. No presente, livre de influências e aspirações do futuro, só encontramos a simples rotina, o fazer cotidiano, a luta do dia-a-dia. Portanto, é óbvio que as consequências das ações, do trabalho ou do esforço cotidiano, orbitem em torno das recompensas já conhecidas. Neste particular, só se entende como injusto aquele resultado abaixo do esperado, ou seja, as expectativas se limitam ao que se reproduz do presente.
Na ditadura do tempo presente os valores são relativizados, considerando que o mundo dinâmico exige conceitos flexíveis que se ajustem à realidade em transformação, o que não é possível quando os valores são absolutos.
Na ditadura do presente as pessoas são descartáveis, substituíveis, visto que o que importa é o desempenho adequado aos papéis a elas atribuídos. Sem nenhum constragimento, trabalhadores, gerentes, profissionais de qualquer área, são substituídos. Da mesma forma, as amizades passaram a ser virtuais, pessoas são aceitas ou rejeitadas do rol de relacionamentos das redes sociais com apenas um click. Nos casamentos, em detrimento do amor, reina o interesse pessoal e o egoísmo.
2. Desprezo ao passado
As pessoas no mundo agitado, como o imposto pelo tempo presente, não têm tempo para relembrarem o passado e, consequentemente, não refletem ou avaliam os fatos vividos por elas mesmas ou por outras pessoas em épocas remotas.
A leitura do passado, por outro lado, longe de se limitar a um sentimento saudosista, pretende avaliar as situações vividas em outros tempos, percebendo quais fatores contribuiram para o aumento do bem, para a evolução do homem, para a dignidade da vida e para o conhecimento de Deus.
Como dizem os hstoriadores, um povo sem história é um povo sem memória. As civilizações mais antigas guardam grande respeito às suas histórias, seus desafios e conquistas. O relato bíblico é repleto de repetições das lutas e vitórias dos hebreus sobre os seus inimigos e como Deus os livrou e lhes abençoou na caminhada.
3. A eternidade experimentada
Frustrante seria falar de um futuro desprovido de eternidade. O futuro nada mais seria que o reflexo do passado e do presente, resultado das ações e repetições humanas, como refletido nas palavras do sábio Salomão: "pois que tem o homem de todo o seu trabalho, e da fadiga do seu coração, em que anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade" (Eclesiastes, 2:22-23).
O mestre, Jesus Cristo, no conhecido sermão do monte, adverte para que não andemos ansiosos por coisas da vida, pois o pai celestial cohece todas as nossas necessidades, antes: "buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus, 6:33).
Logo, o que torna o futuro promissor e surpreendente é a própria manifestação do reino eterno de Deus, do contrário, seria um futuro decepcionante, como diz o apóstolo Paulo: "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (I Coríntios 15:19).
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?

"Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem.

Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?

Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’

Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Mateus 6:25-33
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?

"Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem.

Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?

Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’

Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Mateus 6:25-33
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?

"Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem.

Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?

Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’

Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Mateus 6:25-33
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?

"Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem.

Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.

Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?

Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’

Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Mateus 6:25-33
A perspectiva eterna não aguarda o fim da perspectiva temporal, ou seja, não é preciso que o ciclo passado, presente e futuro se acabe para que comecemos a viver a eternidade, pois, na verdade, nós já a vivemos.
Não é possível pensar na eternidade que começa no futuro, pois estaria subordinada ao tempo. O tempo não representa a eternidade, pois a eternidade está além do tempo.
Desta forma, afirmam as escrituras que o "Reino de Deus é chegado" (Mateus 12:28), e ainda, "vos é dado saber o mistério do Reino de Deus" (Marcos 4:11), e por fim, que o "Reino de Deus está dentro de cada um de vós" (Lucas 17:21).
Conclusão:
A libertação da ditadura do tempo presente, e de um futuro frustrante, encontra-se, necessariamente em Deus. É na percepção daquilo que é eterno que podemos nos libertar das prisões impostas pela vida rotineira.
Quando estivermos ansiosos, Jesus nos ensina a olhar para os lírios do campo e perceber que a sua beleza eterna é fruto da bondade divina.
O salmista Davi em sua oração no Salmo 139, exclama: "Vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno". É preciso estar atento à voz de Deus a ensinar o caminho eterno, para que os atalhos não nos desviem, causando cansaço, desesperança e nos submetendo à escravização, à ditadura do tempo presente.
Sejamos livres, peregrinos neste mundo aprisionado, porém, portadores e despenseiros da esperança que nos liberta do tempo presente e nos faz experimentar a eternidade.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Apesar de tudo, a justiça prevalece!


Autor: Boaz Rios

Quem nunca duvidou da existência da justiça? Fica a impressão de que vivemos num mundo no qual sofremos demasiadamente por conta de fatos que não causamos e por atos nos quais não participamos. Surge, então, a noção de injustiça, tecida num contexto no qual as circunstâncias concretas conflitam com o direito almejado, desta forma, avilta-se um bem maior e melhor aguardado com grande expectativa pelas pessoas.
Sabemos que atos de crueldade são cometidos todos os dias, seja contra pessoas conhecidas ou desconhecidas, com ou sem motivação, cujos objetivos envolvem sentimentos gananciosos, sectários, violentos ou meramente maldosos. A violência ocorre por atitudes desagregadoras e, por consequência, nutre uma maldade insaciável. Quem desconhece a força destrutiva do desprezo? Mesmo na ausência de ato violento, o desprezado sente-se injustiçado por não compreender as razões do desamor.
Por outro lado, forte poder desolador está relacionado aos sentimentos do ter, como a inveja, a usura e a ambição. Esse mal, de alguma forma, assola a todos. A alguns, porque, mesmo desconhecendo, encontram-se escravizados pelo materialismo consumista; A outros, porque, desprovidos de grandes posses, frustram-se numa vida regrada, mesmo com muito esforço e dedicação ao labor. Isto, também, é injustiça.
Percebemos, igualmente,  a ocorrência de injustiça quando o socorro é omitido, a mão é encolhida, e permite-se a perpetuação do mal, mesmo ao se ter condições e forças para o deter. É nesse sentido que se estabelece a injustiça social, ou seja, o reflexo na sociedade de violências omissivas que, por razões diversas, permitem a persistência do mal fazendo com que alguns de seus indivíduos sofram as consequências.
Em meio a todo contexto de injustiça, persiste a dúvida inicial: Existe justiça? Ela ocorre para alguns e para outros, não? Existe em sua plenitude, ou se apresenta somente em parte?
É verdade que acreditamos facilmente no mal, diferentemente quanto ao bem que parece sujeitar-se às circunstâncias, enfraquecer-se, relativizar-se. Podemos entender, por um lado, que se trata de um simples erro de percepção, que o bem em sua essência existe, mas, no entanto, não o percebemos por limitações pessoais ou por obstáculos externos que impedem a sua apreensão.                                                                                                                    
Por outro lado, como a justiça procede do bem e a injustiça, necessariamente, procede do mal, então, podemos afirmar que a justiça, em sua integridade, existe verdadeiramente. Do bem originam-se valores preciosos para a humanidade como o amor, a bondade, a tolerância, a solidariedade, ou, como nas palavras do apóstolo Paulo, são valores provenientes do fruto do Espírito de Deus: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gálatas 5:6).
O bem, que é Deus, do qual a justiça procede, existe por si só, não dependendo de circunstância alguma para se manifestar, pois como haveria um Deus sujeito a condições e conjunturas? É por isso que o salmista Davi afirma: "E os céus proclamam a sua justiça, pois o próprio Deus é o juiz" (Salmo 50:6). A justiça é Deus e, desta forma, tem caráter absoluto, eterno e perfeito. Por conseguinte, toda justiça procede de Deus, mesmo quando a Ele não seja imputada.
Transposto o obstáculo da existência da justiça, podemos voltar os olhares para a questão da percepção. A dificuldade interpretativa no ser humano quanto aos aspectos do bem e da justiça, deve-se, primeiramente, à falta de clareza daquilo que é eterno e incorruptível. Neste sentido, o salmista pede a Deus: "vê se há em mim algum caminho mal, e guia-me pelo caminho eterno" (salmos 139:24).
Trilhar os caminhos eternos nos coloca em harmonia com Deus, e assim, com o bem e a justiça. Tendo o foco corrigido, então, percebemos a justiça; Com esperança nutrida, então, exercitamos a fé. Insignificantes serão os obstáculos, afinal, pela fé, temos plena convicção de transpô-los e desfrutarmos de todo bem.
Desta forma, a injustiça nunca persiste, pois, nem a própria morte é capaz de impedir que a justiça se manifeste, a exemplo do que afirma o apóstolo Paulo: "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8: 38-39).
Enfim, podemos afirmar, crer e esperar, pois, apesar de tudo, a justiça prevalece.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O que é cultura?


Roteiro de aula: Prof. Boaz Rios

  • Sociologia - o conceito de cultura tem um sentido diferente do senso comum. Simboliza tudo o que é apreendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere uma identidade dentro do seu grupo de pertença.

  • Filosofia - cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural.

  • Antropologia -o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.




  • Portanto, a cultura corresponde às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.
Características:
Mecanismo adaptativo: a capacidade de responder ao meio de acordo com a mudança de hábitos, mais rápido do que uma possível evolução biológica.
Exemplo: Roupas para o frio, redução dos pelos.

Mecanismo cumulativo: As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

O paradoxo (complementar) da unidade na diversidade:
  • Globalização
    Homogeneização de produtos (bens, serviços, cultura, tecnologias e identidades) e consumidoresviés economicista; Compartilhamento de culturas e conhecimentos (informática, ONU, ONGs e etc.)
  • Localismo como reação a homogeneização da globalização:
    Valorização da historia e identidades locais para enfrentar a alienação e simultaneamente para reforçar a unicidade local na competitividade global ex: selos de Identificação de origem, valorização cultural e histórica como patrimônio coletivo e etc.

  • Cosmopolitismo: Pensamento filosófico que pretende, do ponto de vista moral, promover a justiça social global envolvendo a redistribuição da riqueza, e do ponto de vista político, favorecer um corpo governativo institucional global, que irá por sua vez assegurar a paz e a redistribuição da riqueza.

CULTURA ORGANIZACIONAL: “Da mesma forma como cada país tem a sua própria cultura, as organizações se caracterizam por culturas organizacionais próprias e específicas”
(CHIAVENATO, 2004). 
A cultura organizacional é o comportamento da organização materializado através do conjunto de normas e procedimentos que a distingue no decorrer do tempo.

Referências:
BARBOSA, Lívia. Igualdade e Meritocracia: A ética do desempenho nas sociedades modernas. São Paulo: FGV, 2003.
CAMARGO, Orson. Cultura. Disponível em: http://www.brasilescola.com/sociologia/cultura-1.htm. Acesso em 14.10.2012.
CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das
organizações. São Paulo: Thomson, 2004.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os sonhos motivam a vida!

Autor: Boaz Rios
Você se lembra do que sonhou ontem? 
Eu, particularmente, tenho dificuldade em lembrar dos meus sonhos. No entanto, dizem os especialistas, que todas as pessoas sonham. Quando adormecemos, nosso consciente dá lugar às manifestações do inconsciente, que produz imagens e sons não limitadas pelas repressões que normalmente ocorrem no convívio social.
Sonhar pode significar uma percepção de fatos futuros e, neste caso, associa-se tal manifestação a uma relação com o mundo espiritual, uma revelação divina que ilumina a alma humana desvendando os mistérios da vida. No Sonho de Mônica, Santo Agostinho  destaca a importância do sonho como um meio de revelação, nas palavras: "Por esse sonho, foi anunciada com antecedência, a essa piedosa mulher, para sua consolação na aflição presente, uma alegria que só teria muito tempo depois". Na história dos Hebreus, Jose do Egito sonhou que livraria seu povo da fome e que todos se inclinariam perante ele em sinal de gratidão e reverência.
Os sonhos, também, podem representar grandes objetivos a serem alcançados. Aquelas que perseguem metas grandiosas, alvos que, por tão distantes, parecem inatingíveis, geralmente são tidas por pessoas sonhadoras. 
Os sonhos, finalmente, estabelecem metas (alvos) não visíveis no momento. O fato de não ver, não perceber nas circunstâncias, condições apropriadas para determinada realização, não significa uma definitiva inviabilidade. Estabelecer alvos implica em superar o presente e avistar um futuro melhor.
Qual tem sido o papel dos sonhos em sua vida?
Reconhecer e analisar situações e fatos do passado e do presente são de grande importância para o crescimento pessoal. No entanto, essas bases não devem representar limitações, obstáculos para novas conquistas. O passado e o presente geram a previsibilidade, condição que brota dos fatores já conhecidos e determinam o futuro. Por esta razão, para que se almeje um futuro melhor, não previsível, é preciso romper com esses limites.
A consequente efetivação de fatos determinados pela previsibilidade, só não ocorrerá quando, no percurso, outros fatores alterarem a trajetória dos acontecimentos. Ao acreditar em seus sonhos, José do Egito, alterou a tendência de fome e morte do seu povo, fazendo com que os Hebreus se tornassem ricos e numerosos ao ponto dos egípcios temerem tal crescimento. Assim, as condições inexistentes não são determinantes, porquanto,  vê não é tudo, como bem afirma o mestre Jesus Cristo: "Bem aventurado aquele que não viu e creu (joão 20:29).
Por outro lado, os sonhos fazem com que as coisas presentes, circunstanciais, sejam passageiras (meios). Acreditar que os fatores presentes são determinantes é o mesmo que afirmar o fim da jornada, a realização plena ou ter chegado a um patamar insuperável. Por isso, sonhar é importante: mantém viva a esperança de novas conquistas.
Quem sonha, tem sempre a percepção de estar no meio do caminho. Estar no caminho, às vezes, incomoda. São os transtornos das mudanças, das incertezas e das inconstâncias. Mas, sem os incômodos próprios do caminho, não se chega ao destino. 
Enfim, os sonhos nos colocam em sintonia com Deus. Ele é a perfeição, a verdade, a plena satisfação de todos os desejos e realização de todos os sonhos. Deus é maior que o mundo visível. Maior que a vida que temos. Maior do que pensamos ou imaginamos (Efésios 3:20).
É preciso sonhar e acreditar nas realizações futuras. Havia um homem chamado Simeão, sacerdote de Deus, que ministrava diariamente no templo, quando, já na sua velhice, viu adentrar uma mãe trazendo nos braços um menino para ser abençoado. O menino era o Senhor Jesus Cristo, e Simeão declarou: "Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação" (Lucas 2:29-32). Quando ocorre o que Deus sonha para nós, ficamos plenamente satisfeitos. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Que venha a Paz!

Autor: Boaz Rios
No dia triste o próprio corpo se ressente dos acontecimentos adversos. Na boca a saliva seca, as mãos esfriam-se e o olhar desesperançoso distancia-se no vazio sem fim. A tragédia se apresenta e impinge seu sentimento perturbador. O infortúnio toma de súbito, não há como impedi-lo. Repentinamente desfaz o ideal, interrompe o sonho e destrói o que foi construído.
A vida parece assumir a sua fragilidade, evidenciando contornos desconhecidos e inesperados, totalmente contrários às expectativas outrora nutridas. A dor, o desespero, o medo e a ansiedade,  surgem como componentes emocionais do cenário do desenlace trágico.
Haveria paz que resistisse ou, quiçá, superasse tais circunstâncias? A esperança surge nas palavras do mestre Jesus, que logo após a sua morte e ressurreição, aparece entre os discípulos enlutados, e lhes anuncia: "paz seja convosco" (João 20:19).
A contundência da afirmação não está simplesmente na magia das palavras, mas no poder supremo da paz de Jesus que supera, permanece, ressoa, alcança, envolve e triunfa. A natureza dessa paz independe dos fatores circunstanciais, pessoais ou emocionais, pois, perfeita que é naquele que a doa, se efetiva integralmente naquele que a recebe por meio da fé.
Extrapolando os limites terrenos próprios da vida, Jesus firma os alicerces da sua paz. É paz espiritual que independente dos fatores cotidianos, mas, potencializa os limites humanos e restabelece a harmonia consigo mesmo e com o cosmos.
Quanto à dor, mesmo que presente, abalada fica a sua altivez. Diferente da equivocada exigência da não-dor, há o reconhecimento da sua existência, contudo, não da sua prevalência, pois, vindo a dor, a paz predomina. Jesus sofreu de verdade, e amou de verdade. A sua paz subsiste às injustiças do mundo, das pessoas, do sistema, do mal; invariavelmente, porque convive e não se contamina.
Ser carente de paz é natural ao ser humano. Ser carente da paz de Jesus, é reconhecê-lo como o bom pastor que leva as ovelhas às águas tranquilas e lhes refrigera a alma. Por isso, deve-se buscar a Jesus, à menor suspeita de dor, insatisfação, contrariedade, frustração, privação, enfim, qualquer coisa que lhe ameace a paz. Jesus é eficaz, intervém no contexto turbulento e restabelece a paz.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

História do surgimento da profissão de Administrador no Brasil


Roteiro de aula: Prof. Boaz Rios

• Momentos marcantes do ensino superior em administração no Brasil ocorreram em 1966, 1993, 2004 e 2005 com o estabelecimento das Diretrizes Curriculares.
Início tardio dos cursos em Administração no Brasil (1952) em comparação com os Estados Unidos (1881);
Conjuntura brasileira: Mudança e desenvolvimento da formação social - Crescimento urbano, industrialização e consolidação do Estado nacional;
o Anos 30 (Getúlio Vargas ) – Consolidação do Estado central e desenvolvimento nacionalista;
o Anos 50 (Juscelino Kubitschek) – Desenvolvimento industrial com predomínio do capital estrangeiro;
o 1964 (Governo militar) – Planejamento governamental e internacionalização
Principais funções: Planejar, controlar e analisar atividades empresariais e governamentais;
Em 1943 ocorre o I Congresso Brasileiro de Economia. Em 1945 o Ministro Gustavo Capanema propõe a criação dos cursos de Economia e Contabilidade. Até então, só existiam os cursos de Engenharia, Medicina e Direito.
Após 1964, aumenta-se a influência norte-americana na economia com a instalação de grandes empresas multinacionais, que altamente burocratizadas, exigiam profissionais capacitados para gerenciar organizações complexas;
O surgimento, em 1944, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) se deu a partir da criação do DASP (Departamento de Administração do Serviço Público) que se deu em 1938. Esse órgão tinha por finalidade estabelecer um padrão de eficiência no serviço público federal e criar canais mais democráticos para o recrutamento de recursos humanos para a administração pública;
A FGV é responsável pelos primeiros estudos sobre assuntos econômicos do país, com o objetivo de orientar as atividades dos setores público e privado. A Fundação Getúlio Vargas inaugurou, no Brasil, a graduação e a pós-graduação stricto sensu em administração pública e privada. O ensino superior desloca-se de uma tendência européia para a norte-americana.
  • Em 1952, é criada a Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP) no Rio de Janeiro;
  • Em 1954, é criada a Escola de Administração de Empresa de São Paulo (EAESP);
Em 1946, a USP cria a Faculdade de Economia e Administração- FEA, mas só veio a criar o curso de Administração em 1963.
  • As primeiras escolas, pela importância e qualidade do ensino, se destaca na formação de profissionais de ponta, preparados para ocupar altos cargos nas instituições públicas e privadas.
  • A Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia - EAUFBA foi criada em 1959 com o apoio de um programa internacional de cooperação científica e técnico. Tal programa conjugava a vinda de professores norte-americanos para Salvador, à formação acadêmica estratégica, em nível de mestrado, daqueles que seriam os futuros docentes brasileiros, e que foram aos Estados Unidos estudar em centros de estudos avançados nas áreas de Administração Pública e de Empresas.
  • Na década de 70, o corpo docente da escola teve destacada atuação na implantação de Reformas Administrativas estaduais e municipais em todo o Nordeste, bem como no apoio à implantação do Centro Industrial de Aratu e ao Pólo Petroquímico de Camaçari.
  • O MEC divulgou no dia 13 de janeiro de 2011 o Censo do Ensino Superior de 2009. De acordo com o levantamento 1,1 milhão de estudantes se matricularam em um curso de Administração no ano de 2009. Quase metade das matrículas da educação superior concentra-se nos cursos de administração, direito (651 mil), pedagogia (573 mil) e engenharia (420 mil).
  • A regulamentação da profissão de Administrador ocorreu com a edição da Lei 4769 de 9 de setembro de 1965.
  • O exercício da profissão de administrador é privativo: a) Dos bacharéis em administração formados pelas instituições brasileiras; b) Dos Diplomados no exterior em curso regular, após a revalidação do diploma pelo MEC; c) Daqueles que na data da Lei já exerciam, a pelo menos 5 anos, as atividades próprias no campo profissional de Técnico de Administração.
  • São criados os Conselhos Federais (CFA) e Conselhos Regionais (CRA) de Administração, cuja manutenção financeira decorre das contribuições anuais dos administradores, de doações, subvenções e outras receitas.
  • O exercício profissional da administração se ressente da delimitação de campo de trabalho exclusivo. Nos órgãos públicos, em sua maioria, não existe o cargo de administrador, assim como, nas empresas privadas as atividades não são exclusivas para os administradores.

Referências:

CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO. História do surgimento da profissão de Administrador no Brasil. Disponível em:http://www2.cfa.org.br/administrador/ diversos/pagina-teste-1. Acesso em 01/08/2012.
BRASIL. Lei 4769/1965. Dispõe sobre o exercício da profissão de Técnico de Administração, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l4769.htm. Acesso em 01/08/2012.